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Mãe de agressora de Ketelen admite ter incitado briga que culminou na sessão de tortura: ‘Mexendo no leite’

Ketelen passou cerca de 48 horas sendo vítima de torturas da madrasta e da própria mãe.

UOL
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A morte da pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, gerou uma forte comoção nacional e revolta contra as agressoras, que estão presas e responderão por homicídio triplamente qualificado.

Nesta semana, após determinação da Justiça, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra Rosangela Nunes, mãe de Brena, madrasta e principal agressora da criança. A mulher, que já havia sido autuada por omissão de socorro, responderia o processo em liberdade, mas a juíza Priscila Dickie Oddo determinou a prisão da dona de casa.

O estopim

Antes ser detida pelas autoridades, Rosangela Nunes recebeu a reportagem do portal “Metrópoles” para uma entrevista. Na conversa, a mulher admitiu que foi responsável por incitar a briga que iniciou as agressões contra Ketelen. A menina de 6 anos teria derramado o leite da mãe de Rosangela, uma idosa de 86 anos que morava na casa.

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“Sexta, sábado e domingo [dias das agressões]. Por causa de um leite, a menina pegou o leite e esparramou na casa inteira. Aí eu chamei a mãe dela, ‘olha sua filha está mexendo no leite da minha mãe’. A mãe dela corrigiu, deu um chinelada nela e colocou ela de castigo. Aí depois a minha filha começou a beber na sexta, quando foi 11h ela não se contentou na mãe dela ter batido, e bateu mais com fio de antena”, disse Rosangela Nunes. 

Impactou

O estado em que Ketelen Vitória chegou no Hospital São Francisco de Assis, em Porto Real (RJ) deixou os médicos perplexos. Além do sangramento no crânio, a vítima apresentava marcas semelhantes às queimaduras de cigarro, além de sinais de “açoite”, que possivelmente foram provocados pelas chicoteadas recebidas.

Na sequência, a menina foi transferida para uma unidade hospitalar particular da cidade de Resende (RJ), mas após seis dias em coma, acabou não resistindo aos ferimentos. O risco dela ficar em estado vegetativo em caso de sobrevivência era expressivo. 

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