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Detalhes sobre início e motivos para agressões contra Ketelen são revelados e impactam: ‘desesperada de fome’

Ketelen ficou cinco dias em coma gravíssimo e acabou não resistindo após sofrer uma parada cardíaca.

Reprodução - Globo
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A morte da pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, impactou o país fortemente. Torturada e agredida pela madrasta e a própria mãe por quase três dias, a menina acabou não resistindo após passar cinco dias em coma, e morreu no último sábado (24), em um hospital particular de Resende (RJ).

As duas agressoras de Ketelen, Gilmara e Brena, estão presas de forma preventiva desde a última quarta-feira (21). Na 100ª DP (Porto Real), as duas confessaram a autoria das agressões e castigos contra a vítima, e divergiram sobre quem mais maltratava a criança.

Além delas, a mãe de Brena, a dona de casa Rosangela Nunes, de 50 anos, também é alvo das investigações, por omissão de socorro. Ela, entretanto, responderá em liberdade.

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Início das torturas

Segundo o depoimento de Rosangela Nunes, a filha Brena já tinha um histórico de violência, até mesmo contra a própria mãe. As agressões, na concepção dela, foram impulsionadas por ciúmes da madrasta com Gilmara e Ketelen. As duas mulheres moravam juntas há pouco mais de um ano. Na casa ainda residiam Rosangela e a mãe dela.

Em seu depoimento prestado, a mãe de Brena detalhou que a sessão de agressões e torturas contra Ketelen foi iniciada porque a menina tomou leite por estar “desesperada de fome”, uma vez que só se alimentava basicamente de café e farinha. A dona de casa disse que, quando Gilmara e Brena se trancavam no quarto, ela dava comida para a criança de 6 anos de forma escondida. 

Nas investigações realizadas até agora, a Polícia Civil constatou que Ketelen era obrigada a comer comida estragada e pão mofado como forma de alimentação em algumas oportunidades.

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