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Tráfico decreta ‘lockdown’ em comunidades do Rio: ‘Ou você abraça o papo, ou o papo vai abraçar você’

Em diversas comunidades do Rio de Janeiro, que são comandadas pelo tráfico, foi cancelado todo o tipo de baile ou evento privado.

REUTERS/Lucas Landau
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Em comunidades do Rio de Janeiro, onde o tráfico de drogas comanda, foi determinado que entre terça-feira, 30, e esta quinta-feira, 1º, fossem cancelados todas as festas e bailes funk que causem aglomeração. Tudo no objetivo de evitar a propagação do coronavírus.

A ordem foi imposta por facções criminosas chefiadas por traficantes em diversas favelas do Rio e região metropolitana. Na Comunidade do Barro Vermelho, localizada em São Gonçalo, a determinação foi divulgada através das redes sociais.

Assinando o recado por Tropa do Pivete, alcunha de Leilson Fernandes, apontado pela polícia como o mandante da região, é informado aos moradores que não haveria nenhum evento na comunidade para evitar o contágio da Covid-19 e, desta forma, “proteger a todos”.

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Já na Favela do Muquiço, em Guadalupe, o tráfico deu o recado aos moradores através de alto-falantes que alertavam a todos de que estava proibido a circulação na comunidade sem o uso de máscara. Caso alguém descumprisse a ordem imposta por eles, acaba sofrendo represarias: “ou vocês abraçam o papo, ou o papo vai abraçar vocês”.

Na Favela do Faz Quem Quer, localizada em Rocha Miranda, cartazes foram espalhados pelas vielas para divulgar a todos os moradores que por duas semanas todo o tipo de baile e até mesmo churrascos e outros eventos privados teriam que contar com a aprovação dos traficantes que comandam o local.

Depois disso a medida acabou se espalhando por muitas das favelas da cidade, como, por exemplo, o Complexo da Maré, localizado próximo à sede da Fiocruz.

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