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Centrão e mercado cobram mudanças de Bolsonaro; impeachment é colocado como possibilidade

Após reuniões, que contou com a cúpula do Congresso, empresários e representantes do mercado, será cobrada mudanças de Bolsonaro.

Gabriela Biló / Estadão Conteúdo
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Cerca de nove encontros realizados pela cúpula do Congresso, que  teve a presença de representantes de bancos, grandes empresários e do mercado financeiro acabou resultando em um movimento político para que seja feita uma intervenção nos rumos do governo do atual presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

Os mais de 300 mil mortos vítimas da Covid-19 e ainda a situação insustentável da economia no país levou os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a afinar os seus discursos com o mercado. Além disso, vale ressaltar que os dois tem colocado o impeachment de Bolsonaro como uma possibilidade caso as conversas com o governo acabem fracassando.

Entre as cobranças mais urgentes que estão sendo feitas pelo setor econômico estão as demissões dos ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Diante das reuniões, foi avaliado que Ernesto vem atrapalhando as negociações por vacinas e insumos contra a Covid-19 da China e Índia.

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Já Salles, que atualmente comanda uma política ambiental brasileira muito criticada, é visto como uma espécie de obstáculos na relação com Washington, isso principalmente agora que o Brasil vem mirando nas vacinas excedentes dos EUA.

Interlocutores dos presidentes da Câmara e do Senado afirmam que, neste caso, a leitura de que a pressão para que os ministros sejam trocados no objetivo de lotear o governo, uma demanda constante do Centrão, é errada. Ao invés disso, eles afirmam que o principal objetivo é atender à principal reivindicação feita pelo setor econômico brasileiro e ainda garantir um “ganho de imagem” perante aos novos interlocutores.

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