in

Tragédia em Taguaí: investigações trazem informações reveladoras sobre causas do acidente que matou 42 pessoas

Acidente foi o maior em número de vítimas registrado nos últimos 20 anos nas rodovias de SP.

GloboNews - G1
Publicidade

O acidente ocorrido em Taguaí, no interior de São Paulo, no dia 25 de novembro, causou forte comoção. A brutal colisão entre um ônibus que levava funcionários para uma fábrica de confecção e um caminhão provocou a morte de 42 pessoas, e deixou diversos feridos. 

Neste domingo (21), uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, trouxe a informação de que os investigadores do caso chegaram a constatação de que não houve falha nos freios do coletivo. Segundo a revista digital, os peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo fizeram uma análise da rodovia onde o acidente ocorreu e não identificaram nenhum tipo de buracos ou deformação que pudessem acarretar colisão. 

Os freios do lado esquerdo foram periciados completamente e a conclusão foi de que todos os componentes estavam íntegros, não indicando falha mecânica. 

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Contradiz versão do motorista

Essas informações apuradas nas investigações do caso contradizem o que foi declarado pelo motorista do ônibus, que em depoimento à polícia e em entrevista à TV Globo, garantiu que o acidente foi motivado pela falta de freio. Mauro Aparecido de Oliveira deve ser indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. 

“Infelizmente nesse acidente houve uma falha humana. Não havia falha no freio. Houve uma ultrapassagem em local proibido de fato, que foi uma ação deliberada do motorista”, afirmou a delegada Camila Rosa Alves

Outro agravante

Além da perícia realizada no veículo, a polícia ainda utilizou outra prova para apontar que Mauro Aparecido de Oliveira não apresentou uma versão verdadeira do acidente.

No depoimento, o condutor do coletivo disse que não desviou o ônibus porque pensou que havia uma ribanceira naquele trecho, mas a informação não procede. O motorista conhecia muito bem o percurso, uma vez que realizava o transporte de funcionários entre as cidades vizinhas há oito anos.

Em janeiro, os investigadores já haviam constatado que o ônibus estava acima da velocidade permitida para o trecho onde o acidente foi registrado, tendo atingido 89 km/h, quando o permitido é 80 km/h.

Publicidade
Publicidade