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OMS: Brasil não terá vacinação em massa contra a Covid-19 em 2021, prioridades são reveladas

Chegada do imunizante contra a Covid-19 é cercado de grande expectativa por toda a população mundial.

REUTERS/Dado Ruvic - Jovem Pan
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Em meio ao cenário de pandemia que continua assolando muitos países, a grande esperança da população mundial gira em torno da chegada de uma vacina contra a doença. No entanto, apesar de o processo estar em franco desenvolvimento, o imunizante não deve atingir uma dosagem em massa no próximo ano.

De acordo com a vice-diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) da área de medicamentos, Mariângela Simão, não será possível vacinar toda a população brasileira contra a Covid-19 no próximo ano. Segundo ela, o motivo se dá pela ausência de doses suficientes da imunização.

“Não vai ter campanha (de vacinação) em massa no ano que vem. Não vai ter vacina suficiente para vacinar todo mundo no ano que vem”, afirmou a médica em entrevista à CNN nesta terça-feira (13).

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Ainda segundo Mariângela, a orientação é que os profissionais de saúde sejam vacinados em um primeiro instante, bem como pessoas que trabalham com idosos, pessoas acima dos 65 anos ou aqueles que tenham alguma doença associada. Este quantitativo representa cerca de 20% da população. 

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Número de vacinas

A representante da OMS acredita que duas vacinas já estejam aprovadas até a metade de 2021, mas o recomendado é que elas sejam utilizadas para imunizar a parcela da população que corre mais risco.

No momento, a Organização Mundial de Saúde informa que há 10 vacinas contra a Covid-19 em fase 3 de estudo, a etapa é a última antes da aprovação e do registro do imunizante. Testada em solo nacional, a vacina desenvolvida pelo laboratório Johnson & Johnson teve sua fase de testes suspensas após um voluntário apresentar efeitos colaterais graves.

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