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Brasil se aproxima de 100 mil mortes por Covid-19 e Bolsonaro dá nova declaração polêmica

País deve atingir a marca negativa de 100 mil mortes no início deste mês.

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
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A pandemia do coronavírus segue vitimando uma média superior a mil brasileiros diariamente, e deve nos próximos dias alcançar a expressiva amarga marca de 100 mil mortes em solo nacional. Infectado e recuperado da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a polemizar ao falar sobre a doença.

Presente em uma entrevista coletiva, após entregar chaves de residências para famílias de baixa renda em Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o chefe do Executivo afirmou que a Covid-19 é “uma coisa que tem que enfrentar”.

“Não tem problema. É uma coisa que tem que enfrentar. […] Tem que enfrentar as coisas, acontece. Eu tô no grupo de risco. Agora, eu nunca negligenciei. Eu sabia que um dia eu ia pegar. Assim como vocês, acho que quase todos vão pegar o vírus um dia. Tem medo do quê? Enfrenta!”, disse Bolsonaro em seu discurso.

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Volta à ativa

O evento em Bagé foi o segundo em que o presidente participou após ter se recuperado da Covid-19. O chefe do Executivo testou positivo no dia 7 de julho, e ficou isolado no Palácio do Planalto. Após a realização de dois testes, que voltaram a apontar positivo para o coronavírus, Bolsonaro anunciou no último sábado (25), que havia feito um novo exame, e que este tinha dado negativo. 

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Ainda durante a coletiva, o chefe do Executivo disse lamentar as mortes por conta da pandemia, mas voltou a polemizar afirmando que  “morre gente todo dia de uma série de causas, né? É a vida”. 

Dias depois do presidente se recuperar, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, testou positivo para a Covid-19. Ela está cumprindo o isolamento social e deve repetir o exame, após o prazo de 14 dias do primeiro diagnóstico.

O mês de julho, fechado na última sexta (31), computou a marca de mais de 32 mil mortes em decorrência da Covid-19. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, o Brasil soma 92.475 mortes e 2,6 milhões de casos de infectados.

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